O Curso de Especialização em Gestão Prisional visa proporcionar um nível de excelência na gestão de Unidades Prisionais ou unidades afins, tendo como finalidade preparar o aluno para que:
a) Esteja consciente de seu papel de cidadão responsável pela segurança, orientação e proteção dos membros da comunidade carcerária e dos funcionários sob a sua responsabilidade;
b) Tenha conhecimentos que lhe permitam compreender a diversidade de cenários econômicos, sociais e culturais que se apresentem a sua área de intervenção, e o tornem capaz de agir responsável e coerentemente dentro dos marcos da legalidade, de acordo com as normas nacionais e internacionais, notadamente as que se referem aos Direitos Humanos;
c) Esteja capacitado para planejar e desenvolver a função de gestor público do sistema prisional respeitando a legislação e a ética;
d) Seja capaz de compreender a situação de vulnerabilidade em que se encontra a população carcerária;
e) Seja compreendido e se compreenda como profissional responsável pela integridade física e psicológica do custodiado do Estado, capaz de respeitar os direitos humanos de todos e de cada um dos encarcerados, sem discriminação ou exclusão de qualquer natureza;
f) Esteja capacitado para tomar medidas efetivas para prevenir e preservar a saúde física e mental dos encarcerados;
g) Conheça e utilize técnicas que auxiliem os seus procedimentos habituais e de tomada de decisões, mediação de conflitos e gerenciamento de crise, com ênfase no processo de negociação, administração e resolução não violenta de conflitos interpessoais, motins e rebeliões, ou demais incidentes prisionais;
h) Saiba trabalhar em equipe e valorize o relacionamento com outras instituições ou segmentos sociais com a finalidade de promover ações integradas e articuladas em torno do interesse comum;
i) Valorize o contato direto e o estreitamento da relação com os familiares dos presos, estimulando o engajamento das famílias nas ações de ressocialização do reeducando e humanização do espaço carcerário;
j) Estimule a criação de mecanismos de controle social sobre a política de execução da pena, e sobre as atividades desenvolvidas no interior dos estabelecimentos prisionais relativa ao tratamento do preso;
k) Seja capacitado para, em cooperação interinstitucional, desenvolver pesquisas que gerem um conhecimento científico sobre a realidade prisional;
I) Seja capaz de, a partir dos conhecimentos adquiridos, elaborar propostas de intervenção visando a humanização do ambiente carcerário;
m) Seja capaz de propor programas de reintegração do preso à sociedade;
n) Sinta-se valorizado como um profissional dotado dos conhecimentos intelectuais e dos parâmetros éticos necessários para exercer a sua função de forma competente e digna. |